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Professores paralisarão suas atividades na terça-feira (5/12), contra a proposta de reforma da previdência


Os professores da UFCG paralisarão suas atividades na próxima terça-feira, dia 05 de dezembro, contra a proposta reforma da Previdência, pela revogação da Lei das Terceirizações e da Reforma Trabalhistas e por Fora Temer. A decisão foi tomada ontem(01/12), durante uma assembleia geral da Associação dos Docentes da UFCG - ADUFCG. Os professores repudiaram a posição de várias centrais sindicais que desistiram de promover a paralisação nacional agendada para a data, pois nenhuma das reivindicações do movimento sindical foi atendida.

A paralisação foi um dos principais pontos de pauta da assembleia da ADUFCG. Vários informes foram repassados aos professores sobre o tema, com avalições em âmbito nacional e local, inclusive com a divulgação de um calendário de plenárias com a participação dos movimentos sindical e popular, com o objetivo de organizar a paralisação.

Durante as avalições desse ponto de pauta, chegou à assembleia do sindicato a informação que seis centrais sindicais (CUT, CTB, Força Sindical, UGT e NCST) desistiram da paralisação nacional, com a justificativa que o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, teria assegurado que a proposta de reforma da previdência não seria colocada em votação na próxima semana.

Os professores repudiaram a posição das centrais e aprovaram a paralisação com mobilização para a terça-feira. A assembleia também aprovou comunicar sua decisão a Reitoria da UFCG, com a solicitação do adiamento de uma reunião do Colegiado Pleno da universidade, agendada para o dia 5/12.

Também entre as deliberações da assembleia foi aprovada uma moção de apoio ao curso de EduComunicação, contextualizando suas atuais dificuldades em relação ao processo mais amplo de precarização dos cursos da UFCG.

Posse

O último ponto da assembleia foi a posse da nova diretoria da ADUFCG (Unificar, Lutar e Resistir), eleita na quarta-feira (29/12), com 95% dos votos válidos, registrados nos campi de Campina Grande, Cuité, Sumé, Pombal e Sousa. O mandato da nova diretoria se estenderá a novembro de 2019. Também foram empossados os secretários adjuntos dos campi de Sumé, Cuité, Sousa e Pombal, escolhidos numa consulta realizada na mesma data.

O ex-presidente da ADUFCG, José Bezerra, bastante emocionado, agradeceu a colaboração dos diretores na condução da gestão, da secretaria da ADUFCG, da Comissão de Mobilização, avaliando que a diretoria termina seu mandato com a sensação de dever cumprido.

Já o ex-diretor secretário, Luciano Queiroz, leu um texto onde além de avaliar a atuação da diretoria passada, ocorrida no cenário político dos últimos dois anos, também expressou sua preocupação diante dos desafios indicados para 2018 e, ao mesmo tempo, desejou uma boa gestão para a nova diretoria.

O ex-diretor social, Washington Farias, ressaltou que um dos principais responsáveis pela ex-diretoria ter conseguido cumprir sua missão a frente da ADUFCG foi o professor José Bezerra, que sempre demonstrou disposição para a luta e lucidez na condução do sindicato.

Nova diretoria

A nova presidente da ADUFCG, Luciana Leandro, falou em seguida agradecendo a confiança professores na eleição e destacando a importância do fortalecimento da luta em defesa da Universidade Pública. “Estamos acreditando no poder do coletivo”, ressaltou. Ela aproveitou o momento e anunciou a convocação de uma assembleia geral da categoria para o dia 13/12. O diretor tesoureiro, Wallace Gomes, também agradeceu confiança dos professores; destacou a importância da atuação do professor José Bezerra e manifestou disposição de luta para a defesa de um sindicato classista e da universidade pública.

O diretor secretário, José Irelânio, reconheceu o trabalho da gestão anterior e solicitou o apoio de toda a base para continuar a luta. Ele ressaltou que o cenário político para 2018 será muito difícil para os professores, mas disse apostar na unificação da base e na resistência para salvar o projeto de universidade. “Ano que vem, a ADUFCG fará 40 anos e espero que consigamos chegar à comemoração revigorados”.

No encerramento, o diretor cultural, Francisco Metri, Chicão, leu um poema de sua autoria,ressaltando o a importância do sindicato. Em seguida, professor Luciano Mendonça também prestou uma homenagem ao ex-presidente José Bezerra, a quem classificou de “guerreiro sem repouso”.