Os moradores dos bairros do Araxá, Tambor e Estação Velha, em Campina Grande, realizaram , na tarde do dia 11/07, mais um protesto contra os adiamentos das audiências de conciliação da Justiça Federal, que media a uma solução para os conflitos gerados pela instalação do VLT na cidade, e contra a falta de soluções definitivas da Prefeitura para a moradia das famílias.


A manifestação teve a concentração inicial no bairro do Tambor e percorreu as principais ruas da Estação Velha, até perto do Centro da cidade, com moradores levando faixas, cartazes e bandeiras cobrando soluções para os prejuízos e transtornos que estão sendo provocados com a instalação do VLT.


A manifestação provocou a interdição de várias ruas e avenidas no trajeto. Uma guarnição da Polícia Militar acompanhou toda mobilização, que foi realizade de forma pacífica e organizada.
Remarcações
Desde o final de maio ocorreram vários adiamentos e cancelamentos das reuniões de conciliações. Segundo a professora Maynara Santos , uma das lideranças do movimento, no dia 9 de junho, por exemplo, a audiência durou apenas 12 minutos , o que tem gerou transtornos e desgastes, já que as comunidades de três bairros diferentes sempre se reúnem pra assistir às audiências .
” É sempre um esforço muito grande, inclusive financeiramente. O pessoal pede pra sair no trabalho,tem desgaste com os patrões pra poder ser liberado. Outros deixam os seus afazeres em casa. As mães levam suas crianças, os idosos também. Algumas pessoas com comorbidade, mesmo com todas as dificuldades, procuram sempre estar presentes nas reuniões com o juiz”, explica.
No dia 07 de julho, ocorreu um cancelamento, sem aviso prévio, porque a Prefeitura alegou um erro de cálculo nos dados que tinha repassado à justiça. Os moradores realizaram um ato público na frente do Gabinete do Prefeito, em protesto.


Sem Soluções
Além dos transtornos dos adiamentos das audiências, os moradores atingidos com a implatação do VLT também enfrentam a indefinições de soluções paraa garantia de suas moradias. “A gente tá preocupado diante das soluções habitacionais que ainda não existem. A prefeitura inclusive já mencionou que existe um conjunto habitacional, o Ivandro Cunha Lima, lá no Acácio Figueiredo, que está sendo construído, mas ainda não foram finalizados cadastros das pessoas. Na prática o que está sendo discutido é a opção que eles colocaram lá dentro da justiça, que foi o aluguel social”, explica Maynara Santos.
Fonte: ADUFCG – 16/07/2026