Um chamamento à comunidade universitária e a sociedade. Assim pode ser definido o ato público realizado ontem pela manhã (23/09) pela ADUFCG, Sintesuf e DCE UFCG, no campus da UFCG em Campina Grande, que buscaram alertar sobre a importância da defesa da democracia, da educação e da universidade pública assim como a soberania nacional.
A participação da ADUFCG no Dia Nacional de mobilização foi uma deliberação da assembleia geral da entidade (17/090, em adesão ao dia nacional de paralisação do ANDES-SN. O objetivo da mobilizaçãofoi a defesa educação, das universidades e da ciência públicas e para reforçar o papel fundamental delas na transformação da realidade brasileira, como também para combater os ataques da extrema direita e das políticas de austeridades dos sucessivos governos.

A mobilização foi iniciada com a realização de um café da manhã na sede da ADUFCG para todos os participantes, e incluiu também apresentação musical. Em seguida, vários representantes de entidades estudantis, das/os técnicas/os-administrativas/os, docentes e segmentos da comunidade universitária fizeram uso da fala, ressaltando a importância da mobilização e da defesa da soberania da democracia da educação e das universidades públicas.

A presidente da ADUFCG, Keila Queiroz, lembrou que a universidade é uma comunidade que deve estar junta para defender a instituição, a saúde pública e a soberania brasileira. “Nós somos responsáveis pela escrita da história do Brasil. Qual o texto que a gente quer escrever nessa história? Com certeza não é o texto da Extrema direita! A Extrema direita já esteve no poder. E qual vai a escrita da texto deles? Destruição. Destruição dos direitos, destruição de todas as minorias sociais. Nós professores universitários tivemos salários congelados, perdas de direitos trabalhistas, perdas de direitos da previdência. Então houve reforma da previdência, a reforma trabalhista. O ódio de todas as minorias sociais. A universidade pública ela tem o dever ético de escrever outra história para esse Brasil”.

Em seguida os participantes da mobilização se deslocaram até a Praça da Alimentação, no Centro de Humanidades, onde também foi realizada uma apresentação do Rapper e poeta Nego Marley, e novas intervenções foram realizadas por militantes dos movimentos estudantil, docente e sociais. O ato contou com a participação de estudandes, técnicas/os-administrativas/os e docentes dos campi de Campina Grande, Sousa e Sumé.
A exibição do documentário “Educação e Ciência por um Brasil que dá certo”, produzido pelo Sindicato Nacional,com direção de André Manfrime, dentro da campanha “Lutar não é Crime!” foi transferida para outra atividade do sindicato, a ser anunciada em breve, que permita a realização de debates sobre a obra.
Fonte: ADUFCG – 24/09/2026